Festival Nacional da Canção - 40º - 2010

O Festival Nacional da Canção celebrou nos dias 4-5-6 de setembro 2010, 40 anos consecutivos de apresentação no Clube Dorense, elegendo os novos premiados.

No total foram 150 músicas selecionadas de 3000 inscritas, que disputaram os prêmios em 6 etapas (5 delas em cidades vizinhas), sendo a semi-final e a final aqui em Boa Esperança.

Muitos artistas talentosos sepresentaram suas composições, sendo aplaudidos efusivamente pelo público. No final, foram eleitas por um jurado, 5 músicas finalistas que ganharam os prêmios mais valiosos. Parece que algumas músicas, talvez por serem mais complexas musicalmente, não foram selecionadas, o que deixou parte do público perplexo sobre os critérios usados no julgamento.

 

Enfim, muitas músicas bonitas foram apresentadas, algumas ganharam a participação do público que cantou junto com o artista.

A grande surpresa anunciada no ano passado, que ia marcar a 40ª edição do Festival foi a redução do valor dos ingressos para R$2,00, numa tentativa de motivar a juventude a participar desse evento cultural. Infelizmente, isso resultou em um barulho de fundo extremante perturbador para os artistas que tentavam apresentar suas músicas para o público que queria escutar em paz e também para os jurados que tentavam se concentrar em suas avaliações.

Os organizadores do show também podem se sentir responsabilizados por perder o controle do público, pois enquanto um artista está apresentando no palco, as luzes acima do público deveriam ser desligadas e somente os holofotes iluminando o(s) artista(s) deveriam ficar ligados. Criando um foco de atenção no palco, ajuda todos a prestarem atenção, valoriza a performance e ajuda os músicos a criarem o ambiente desejado. Durante algumas apresentações as luzes ficaram ligadas sobre o público que ficou à vontade para conversar. Os pedidos repetitivos dos apresentadores para que o público ficasse em silêncio durante as apresentações não foram atendidos. A razão real para ficar quieto durante uma apresentação, um show, deve ser por respeito ao artista. Em outros lugares do mundo, não é permitido conversar, atrapalhar uma apresentação, sob pena de ser expulso. O comportamento perturbador não é tolerado, é falta de classe, de educação e brutalmente anti-social. Como pode ser padrão por aqui?

Essa falta de respeito e de educação dos barulhentos irritou muitos. Sem classe, sem consciência dos direitos de outros, esses jovens barulhentos e bagunceiros deixaram a triste impressão de que nosso sistema escolar vem por tantos anos caindo em qualidade e que falta supervisão dos pais que não mais ensinam aos jovens o respeito pelas coisas e pessoas, o que vem culminando em um comportamento anti-social e anárquico. Isso, sem falar do lixo largado em qualquer lugar e das bebidas espalhadas no chão.

Durante 3 dias, havia música ao vivo na Praça Padre Júlio Maria por bandas diversas, inclusive com a participação especial do nosso próprio guitarrista de Jazz Bruno Sappadina. Sabe-se que foram distribuídos panfletos e ingressos nas escolas locais, mas nos comércios e hotéis não haviam panfletos com a programação cultural e musical do Festival e das praças. Com a falta de divulgação adequada essas ‘performance’ e o próprio Festival ficaram escondidos, com muitas pessoas não sabendo desses eventos.

Em conclusão, o Festival trouxe mais uma vez muito talento e bastante turistas para Boa Esperança. Muitas músicas bonitas foram apresentadas, algumas ganharam a participação do público que cantou junto ao artista.

A cidade era a sede do Festival e deveria continuar hospedar esse evento cultural importante.

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