Rubem Alves

Rubem Alves Rubem Alves

Rubem Alves, Pedagogo, poeta, filósofo de todas as horas, cronista do cotidiano, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, psicanalista, educador, autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis
Nasceu em Boa Esperança, Minas Gerais no dia 15 de Setembro 1933.
É membro da Academia Campinense de Letras, professor emérito da Unicamp e cidadão honorário de Campinas,onde recebeu a Medalha Carlos Gomes de Contribuição à cultura.

Durante sua infância, enfrentou os problemas comuns ocasionados pelas freqüentes mudanças de estados e de escolas. Tais mudanças influenciaram sua atitude de introspecção que o levou à companhia dos livros e ao apoio da religião, base de sua educação.

Presbiteriano, tornou-se pastor. Teve três filhos, e entrou numa crise de fé decorrente de um problema de saúde na família, tendo assim de abandonar o pastorado. Apóstata do cristianismo, tornou-se crítico da religião organizada. É considerado persona non grata na Igreja Presbiteriana, pelas suas posições liberais e anticlericais. De volta ao mundo secular, tornou-se escritor e acadêmico, de onde vem sua fama.

Bacharel e Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito. Tem um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos, além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, Dissertações e monografias. Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.
Com formação eclética, transita pelas áreas de teologia, psicanálise, sociologia, filosofia e educação. Após ter lecionado em universidades, hoje tem um restaurante (a culinária é uma de suas paixões e tema de alguns de seus textos), vive em Campinas, onde mantém um grupo que encontra-se semanalmente para leitura de poesias; o grupo chama-se Canoeiros.
Sua mensagem é direta e, por vezes, romântica, explorando a essência do homem e a alma do ser.
"Ensinar" é descrito por Alves como um ato de alegria, um ofício que deve ser exercido com paixão e arte. É como a vida de um palhaço que entra no picadeiro todos os dias com a missão renovada de divertir. Ensinar é fazer aquele momento único e especial. Ridendo dicere severum: rindo, dizer coisas sérias[1] Mostrando que esta, na verdade é a forma mais eficaz e verdadeira de transmitir conhecimento. Agindo como um mago e não como um mágico. Não como alguém que ilude e sim como quem acredita e faz crer, que deve fazer acontecer.
Em alguns de seus textos, cita passagens da Bíblia, valendo-se de metáforas, figura comum nos textos bíblicos. No site A Casa de Rubem Alves encontram-se releituras e discussões de suas obras.

Autor do livro Da Esperança (Teologia da Esperança Humana), Rubem Alves é tido por muitos estudiosos como uma das mais relevantes personalidades no cenário teológico brasileiro; o fundador da reflexão sobre uma teologia libertadora, que em breve seria chamada de Teologia da Libertação. Via no Humanismo um messianismo restaurador e assim, desde os anos 60 participou do movimento latino-americano de renovação da teologia.
Foi dessa experiência que surgiu o livro Protestantismo e Repressão, que busca elucidar os labirintos do cotidiano histórico deste movimento religioso. Escreveu ainda um livro em Inglês que falava do futuro da humanidade, Filhos do Amanhã, onde tratou de como um futuro libertador dependia de categorias que a ciência ocidental havia desprezado.
Lançou ainda um livro chamado Variações sobre a vida e a morte, onde trata de construir uma teologia poética, preocupada com o corpo, com a vida em sua dimensão real. Foi proibido de falar nos púlpitos da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Passagens tiradas do livro de Rubem Alves - O VELHO QUE ACORDOU MENINO (Infância):

" Um dia subi até o alto da Serra. Lá de cima se vê o vale lá embaixo. Boa Esperança diminuída na distância, deitada entre o verde dos campos e o azul do rio Grande, imenso, que Furnas transformou em mar. Lá de cima, olhando para baixo, a gente pergunta: ' O que estarão fazendo?'

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rubem_alves

 

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