Nelson Freire

Nelson Freire, Pianista Nelson Freire, Pianista Bruno Sappadina

Nelson Freire, pianista de música classica (um dos 5 melhores pianistas do mundo)
Nelson começou a tocar piano quando tinha três anos, surpreendendo a todos tocando peças de memória que haviam sido executadas por sua irmã. Seus professores no Brasil foram Nise Obino e Lucia Branco, que havia estudado com um aluno de Franz Liszt. Em seu primeiro recital aos 8 anos de idade, Nelson escolheu a Sonata em La maior, K. 331 de Mozart.

 

Em 1957, ao 12 anos de idade, Nelson Freire foi o sétimo colocado no Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro (o vencedor foi o austríaco Alexander Jenner), com a interpretação do Concerto Imperador, de Beethoven. O júri do Concurso era composto por Marguerite Long, Guiomar Novaes e Lili Kraus. Ganhou do então Presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek, uma bolsa de estudos para ir a Viena aprender com Bruno Sidelhofer, que também ensinou Friedrich Gulda.
Em 1964, Nelson Freire conquistou o primeiro lugar no Concurso Internacional de Piano Vianna da Motta em Lisboa e em Londres recebeu as medalhas de ouro Dinu Lipatti e Harriet Cohen.
Nelson Freire embarcou em sua carreira internacional em 1959, dando recitais e concertos nas maiores cidades da Europa, Estados Unidos, América Central e do América do Sul, Japão e Israel. Nelson Freire trabalhou com muitos dos mais prestigiados regentes, incluindo Pierre Boulez, Eugen Jochum, Lorin Maazel, Charles Dutoit, Kurt Masur, André Previn, David Zinman, Vaclav Neumann, Valery Gergiev, Rudolf Kempe (com quem realizou diversas turnês para os Estados Unidos e Alemanha com a Royal Philharmonic Orchestra), Gennady Rozhdestvensky, Hans Graf, Hugh Wolff, Roberto Carnevale, John Nelson e Seiji Ozawa.
Nelson Freire fez apresentações como convidado de orquestras de prestígio, tais como: Berliner Philharmoniker, Münchner Philharmoniker, Bayerische Rundfunk Orchester, Royal Concertgebouw Orchester, Rotterdam Philharmonic Orchestra, Tonhalle Orchester Zurich, Wiener Symphoniker, Czech Philharmonic, Orchestre de la Suisse Romande, London Symphony Orchestra, Royal Philharmonic Orchestra, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Israel Philharmonic, Orchestre de Paris, Orchestre National de France, Philharmonique de Radio France, Orchestre de Monte Carlo e outras orquestras de Baltimore, Boston, Chicago, Cleveland, Los Angeles, Montreal, Nova York e Filadélfia.
Em Varsóvia (1999), Nelson Freire realizou um triunfo genuíno com sua interpretação do Concerto para Piano e Orquestra n. 2 de Chopin, marcando os 150 anos de aniversário da morte do compositor. Em dezembro de 2001, presidiu o júri do Concurso de Piano Marguerite Long em Paris.
Recentemente Nelson Freire tem realizado performances no Carnegie Hall em Nova York acompanhado da Orquestra Filarmônica de Saint Petersburg, no Festival Internacional de Música Prague Spring com a Orchestre National de France e com as principais orquestras de Baltimore, Boston, Montreal, Nova York e Utah. Também tem se apresentado com a English Chamber Orchestra (na França e Portugal), Orchestre de la Radio Suisse Italienne e realizado recitais em Bruxelas, Paris, Roma, Munique, Lisboa, Luxemburgo e Zurique. Em 2002/2003 Nelson Freite realizou duas turnês de concertos sob direção de Riccardo Chailly, com a Royal Concertgebouw Orchestra de Amsterdã e Orchestra Sinfonica di Milano Giuseppe Verdi. Ele também se apresentou com a Tonhalle Orchester Zurich e a Orquestra Sinfônica NHK de Tóquio.
Nelson Freire gravou para a Sony/CBS, Teldec, Philips e Deutsche Grammophon. Recentemente gravou os concertos para piano e orquestra de Liszt com a Dresden Philharmonic sob regência de Michel Plasson para a Berlin Classics. Sua gravação dos 24 Prelúdios de Chopin recebeu o Edison Award.
Ele tem contrato de exclusividade assinado com a Decca e o primeiro CD produzido foi dedicado as obras de Chopin, que ganhou aclamação unânime da crítica musical internacional. A gravação recebeu o Diapason d’Or e um prêmio “Choc” do Monde de la Musique. Também ficou como 10º. No ranking da revista Répertoire e foi recomendado pela revista Classica.

Recentemente, o governo francês homenageou-o com o título de Comendador da Ordem das Artes e Letras. Poucas pessoas o receberam.

A relação com a música acabou distanciando-o da terra natal, mas as recordações permaneceram. "Minas me lembra as terras vermelhas, as nuvens gordas e preguiçosas. Também sou ligado a cheiros, e os de Minas são especiais. Recordo-me do cheirinho da infância em Boa Esperança. Alimento-me dessas recordações..."

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Website oficial do Nelson Freire: clique aqui

Fonte: Jornal O Estado de Minas Gerais de 10/6/07 e do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_freire

 

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