Igreja de Nossa Senhora das Dores

Igreja de Nossa Senhora das Dores Igreja de Nossa Senhora das Dores Bruno Sappadina

Tudo começou com a vontade dos primeiros moradores da região em construírem uma igreja católica. Em 1804, o Padre Cleto e algumas famílias chegaram no povoado. Francisco José da Silva Serrote e José Meireles de Matos, proprietários do Serrote, dos Meireles, do Mombó, das Cardosas, do Leitão e Manoel de Barros, proprietário do Barro, doaram cada um, uma parte de suas terras para o patrimônio do povoado denominado Freguesia do Pântano e iniciaram à construção da Capela de Nossa Senhora da Dores.

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Histórico da Igreja:

(texto da autoria da Paróquia Nossa Senhora das Dores
Praça Coronel Neves, s/n - Boa Esperança - MG, usado
com sua autorização).

A história da Paróquia Nossa Senhora das Dores está ligada diretamente à história de Boa Esperança.

Tudo começou no século XVIII, quando os bandeirantes portugueses desbravavam florestas atrás de ouro das Minas Gerais.

No ano de 1795, aventureiros de São João Del Rei vieram até Lavras na esperança de ali encontrar um lugar propício às buscas. Um deles, João de Souza Bueno, caminhando mais que os outros, que pararam na região de Três Pontas, enveredou-se pelas matas da região e montou acampamento às margens do Córrego do Ouro, na intenção de explorar as vertentes do riacho, exatamente nos atuais limites do município de Boa Esperança com Campos Gerais.

Dois anos mais tarde, vieram ter ao acampamento de João de Souza Bueno, dois chefes de bandeiras vindos de Baependi e Aiuruoca, rumo ao Rio Sapucaí: os Capitães-Mor de Milícias José Alves de Figueiredo e Constantino D’Albuquerque. José Alves de Figueiredo Comprou uma gleba de terra chamada Assis Maria, hoje chamada Fazenda Serra.

Instalado em suas terras, o Capitão-Mor José Alves de Figueiredo resolveu, então, tomar providências para formar um povoado, conseguindo, para isso, a vinda do Padre Cleto e de algumas famílias.

Foi então autorizada a construção da Primeira Ermida, que ficou sob a proteção de Nossa Senhora das Dores, devido a devoção do capitão José Alves de Figueiredo a Nossa Senhora das Dores.

Por volta de 1804, com o apoio de outros chefes de família e proprietários de terras da região foi formado o patrimônio da freguesia e assim iniciaram a construção da Capela de Nossa Senhora das Dores – onde hoje está a Basílica Menor Nossa Senhora das Dores – em torno da qual foram se agrupando os moradores, aumentando, assim, o povoado de Dores do Pântano.

Aos 9 de junho de 1813, o povoado tornou-se freguesia,.

Em 09 de janeiro de 1813, é fundada oficialmente a Paróquia Nossa Senhora das Dores. Pelo Alvará de 19 de junho de 1814, Decisão nº 30, foi criada a Paróquia, sob o título de N. Sª das Dores de Lavras do Funil. Padre Joaquim Cleto de Lana assumiu a paróquia neste ano.

Apresentado por carta régia de 5 de novembro do mesmo ano, foi nomeado vigário o Pe. José Francisco Morato, que se colou a 17 de fevereiro do ano seguinte. Pe. José Francisco Morato permaneceu vigário até 1836 e fui sucedido pelo Pe. Sebastião Alves de Sá Chaves até 1854.

De 1854 a 1863 assumiu Pe. Vitoriano Inocêncio Vilela, neto do fundador.

De 1863 a 1885 foi vigário o Cônego Bernardo Higino Dias Coelho, tendo como sucessor até o ano de 1933 o Monsenhor José Lourenço Leite, natural de Campo Belo, uma das figuras brilhantes do Clero brasileiro. Fundou a Irmandade do Sagrado Coração de Jesus.

Monsenhor José Lourenço Leite foi substituído por um Sacerdote que deixou em Boa Esperança a fama de santidade, pelo zelo ardente de apóstolo, por sua deslumbrante caridade. É o Pe. José Augusto Saraiva

De 1933 a 1935 ocupou a paróquia o Cônego José Augusto Leite. Fundo a Pia União das Filhas de Maria.

Ao fim de 1935 assumiu Pe. Geraldo Maria Claassen, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus que logo foi sucedido por Pe. Francisco Schlosser até 1937.

De 1937 a 1939 assumiu Cônego Osório Maria Tavares. Ele foi o responsável pela vinda das Irmãs Sacramentinas para Boa Esperança. Cônego Tavares conseguiu do Bispo Diocesano, a permissão para demolir a antiga Igreja e desta forma desobstruir o caminho para o cemitério novo.

Durante o ano de 1939 esteve aqui Pe. José Zehls, que logo foi substituído por Pe. José Elias de Negreiros, que permaneceu de 1940 a 1949. Durante sua permanência à frente da paróquia empreendeu uma grande reforma na Igreja Matriz.

Pe. José Elias modernizou nossa Igreja, ampliando a sua parte interna e retirou o antigo adro; instalou o serviço de alto-falantes e, no alto da torre colocou o Cristo Redentor.

Lançou a idéia de se construir na cidade um estabelecimento de ensino médio que tornou-se realidade com a fundação do Colégio São José que no primeiro ano (1944) funcionou na antiga Casa Paroquial. Em 1945 teve parte ativa na fundação da Vila Vicentina. Construiu a Casa Paroquial. Muito colaborou na construção das Capelas da Escola Normal e Hospital Nossa Senhora das Dores e construiu a Capela de São Sebastião do Córrego do Ouro. No mesmo ano fundou a Irmandade do Santíssimo Sacramento. Fundou a Cooperativa de Consumo e empregou considerável parte do madeirame do patrimônio paroquial na construção do Colégio São José. Foi professor no Ginásio São José, na Escola Normal e no Ginásio Pe. Júlio Maria.

Em agosto de 1946 foi vigário Pe. Clodomiro Mesquita Reis e no ano de 1948 foi vigário cooperador do Pe. Elias o Pe. Romeu Moreira Maia.

De 1949 a 1962 foi vigário o Pe. Artur Campos da Costa que construiu o salão paroquial, trouxe os padres da Congregação dos Escolápios para dirigirem o Ginásio São José. Construiu algumas capelas rurais e a Capela de Nossa Senhora Aparecida.

Construiu também a Capela provisória de Santa Rita.

Pe. Aldo Xavier Albuquerque coadjuvou o Pe. Artur no ano de 1954, ausentando-se definitivamente da paróquia em 1962 quando foi sucedido pelo Revmo. Cônego Fernando Salles Silveira.

Em 1970 Mons. Victor Arantes assumiu a paróquia Nossa Senhora das Dores. Mons. Victor reconstruiu a Igreja Matriz e por seu grandioso trabalho, obteve em 1999, do Soberano Pontífice , Papa João Paulo II a elevou a antiga e veneranda Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores à dignidade de Basílica Menor, tornando-se seu primeiro reitor em dezembro de 2002 quando ocorreu a solene instalação.

Mons. Victor exerceu seu ministério até dezembro do ano de 2007, quando assumiu Pe. Sérgio Roberto Monteiro que vem, desde então, realizando um frutuoso trabalho pastoral. Pe. Sérgio também é o responsável pela reforma da antiga Capela São José e pelo projeto de construção da Igreja Nossa Senhora das Graças na Comunidade Nossa Senhora das Graças, dentre outros.
MOns. Victor faleceu no dia 19.05.2011, causando grande comoção na cidade durante seu velório e seu sepultamento em sua terra natal Três Corações.

Paróquia Nossa Senhora das Dores
Praça Coronel Neves, s/n - Boa Esperança - M

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