Histórico de Boa Esperança

Fazenda "A Senzala" Fazenda "A Senzala" Bruno Sappadina

Boa Esperança, nasceu da busca de Ouro pelos Bandeirantes com a descoberta do território em 1795. Em 1869 no dia 15 de outubro, sob a Lei Provincial de 1611, a Vila foi elevada à categoria de Cidade: Dores de Boa Esperança.

A história do nascimento da cidade está contada com os fatos reletados abaixo:

  • 1795 Bandeirantes de São João Del Rey em busca de ouro viajaram até Lavras. Um certo João de Souza Bueno se soltou do grupo que ficou em Três Pontas e se aventurou pelas matas em busca de riquezas. Ele chegou até às margens do Córrego de Ouro e montou acampamento na intenção de explorar as vertentes do riacho. (Hoje essas margens delimitam o município de Boa Esperança.)
  • 1797 Os Capitães-Mor de Milícias José Alves de Figueiredo e Constantino D' Albuquerque vindos de Baependi e Aiuruoca, rumo ao Rio Sapucaí, tentando achar o caminho de Carmo do Rio Claro, chegaram ao acampamento do João de Souza Bueno no Córrego de Ouro, que abriu para eles o caminho pela floresta até Ribeirão de São Pedro. Logo depois José Alves de Figueiredo resolveu comprar por oito mil ducados uma extensão de terras de aproximadamente seis léguas e conseguindo, tomou providências para formar um povoado. O outro Capitão-Mor Constantino D'Albuquerque prosseguiu até o local onde está Carmo do Rio Claro.
  • 1804 O Padre Cleto e algumas famílias chegaram no povoado. Os proprietários de terras da região: Francisco José da Silva Serrote e José Meireles de Matos, proprietários do Serrote, dos Meireles, do Mombó, das Cardosas, do Leitão, e Manoel de Barros, proprietário do Barro, deram cada um pedaço de terra para o patrimônio do povoado denominado Freguesia do Pântano e iníciaram à construção da Capela de Nossa Senhora da Dores.
  • 1813 09 de junho, o povoado tornou-se Freguesia, tendo sido suprimido de seu nome a palavra Pântano, substituída por Boa Esperança, inspirada na magnífica visão de sua Serra. Passou, então, a chamar-se Dores da Boa Esperança.
  • 1814 Instalação da Paróquia de Nossa Senhora da Dores sob a liderança do Padre Cleto e construção da Igreja Matriz.
  • 1832 Com a criação da Freguesia de Três Pontas a demarcação entre as cidades se estabeleceu com o Córrego da Capetinga.
  • 1854 O fundador da cidade José Alves de Figueiredo faleceu
  • 1855 Os limites da cidade estão firmados entre os Córregos dos Pintos, do Caxambu, do Servo e o Rio Grande.
  • 1868 Sob a Lei Provincial datada de 22 de junho desmembrou-se do Distrito da Tutela do Município de Três Pontas, instalando-se a Vila de Dores de Boa Esperança. (eis o porquê dos esperancenses serem também chamados de dorenses).
  • 1869 no dia 15 de outubro, sob a Lei Provincial de 1611, a Vila foi elevda à categoria de Cidade: Dores de Boa Esperança.
  • 1873 Foi traçado o limite de território com Campos Gerais.
  • 1891 Construção da Igreja de Nossa Senhora Aparecida
  • 1892 Instalação da Comarca com o Juiz de Direito o Dr. João Batista Rabelo.
  • 1894 Instalação da primeira tipografia e primeira edição do Jornal "O Almirante".
  • 1905 Supressão da Comarca.
  • 1907 Invasão de gafanhotos produzindo devastação.
  • 1911 Canalização da água na cidade.
  • 1915 Fundação do Radium Clube Dorense e do Colégio Dorense.
  • 1916 Instalação do primeiro serviço telefônico.
  • 1918 Epidemia da Gripe espanhola trazida pelo Circo Tak-Shawa. Instalação de ponto de socorro.
  • 1919 Chega à cidade o primeiro automóvel dirigido pelo Sr. Pedro Xavier Moura Júnior.
  • 1920 Instalação de energia elétrica na cidade.
  • 1924 Instalação de Itaci.
  • 1926 Instalação de sistema de telegrafia.
  • 1928 Construção da estrada até Ilicinea e da canalização de água até Coqueiral.
  • 1929 Construção do Jardim Municipal. Inauguração do 1º Rádio.
  • 1930 Canalização da água em Itaci e instalação de energia elétrica em Coqueiral.
  • 1934 Agência do Banco Mineiro do Café
  • 1937 Construção do Cemitério Municipal
  • 1939 Mudança de nome: Dores de Boa Esperança para Boa Esperança. Captação de água potável para a cidade.
  • 1940 Construção do Centro Espírita.
  • 1941 Instalação da Agência do Banco do Brasil.
  • 1942 Início do calçamento das ruas a paralelepípedos. Criação do Aero Clube. Queda do 1º avião na cidade.
  • 1943 Grandes inundações por causa das chuvas intensas do verão.
  • 1944 Grandes inundações por causa das chuvas intensas do verão.
  • 1945 Volta dos Soldados Dorenses que lutaram nos campos da Itália contra as Forças Alemãs invasoras da 2a Guerra Mundial.
  • 1946 Instalação da Agência do Banco de Minas Gerais.
  • 1951 Inauguração da Vila Moscardini, Vila Nova Era, Laboratório de Pesquisas Clínicas, Vila Maringá, Vila Prefeito João Julio de Faria, Vila Neusa. Abastecimento de água por poços artesianos. Forum Dr. Silveira
  • 1953 Inauguração da Estação Rodoviária e do Posto de Higiene.

Construida há mais de 250 anos, a fazenda era uma das propriedades do fundador da cidade, o José Alves de Figueiredo. Nessa época a escravidão era comun e a senzala, a parte baixa, o porão do casarão, ainda testemunha as condições horriveis nas quais viviam os escravos.

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